Pular para o conteúdo principal

OUTEIRO-SÃO BRAZ: Eu Vivo Sempre no Mundo da Lua

(da série "Linha de Ônibus)




Peguei carona em uma calda de cometa. Vi a Via Láctea. Estrada tão bonita...não, não era a música do Guilherme Arantes, foi apenas um momento mágico que vivenciei na linha de ônibus "Satélite-UFPA".

Um dia desses em um "lindo balão azul" indo para a Universidade, estava sentada uma garotinha na cadeira à minha frente. Do lado dela havia uma cadeira vazia, que logo seria ocupada por uma senhora com suas duas filhas pequenas.

A senhora, que carregava uma de suas crianças no colo, tomou de conta da cadeira vazia e a outra menina que estava com ela, meio que dividiu o assento com a primeira garotinha que citei.

Em poucos segundos, as duas gurias, espremidas naquele pequeno espaço e que nunca haviam se visto na vida, rapidamente, começaram a conversar. Achei aquilo fascinante, pois, assim como você que está lendo este texto, também tenho alma de artista e sou um sonhador e romântico

Eu esticava o pescoço e  me inclinava constantemente do meu lugar a fim de pegar o melhor ângulo daquele belo, singelo e encantador momento entre as duas. Melhor que novela ou cinema, pois eram cenas da vida real.

O papo, risos e a brincadeira de esconde-esconde em uma nebulosa, entre as duas, fluíram naturalmente até uma delas ter que deixar o ônibus...Oooh, que maldade!

Me deliciei com aquilo tudo, pois além de tudo, foi bem na minha frente. Fiquei a apenas alguns centímetros do amor entre dois seres humanos (do amor puro, verdadeiro e na essência) desde o primeiro passo até infinitos 20 e poucos minutos.

O amor é o único capaz de driblar a morte, pois torna cada momento eterno.

Por que e quando, nós, adultos cheios de restrições, perdemos este lado lúdico do mundo infantil?

Diferentemente das crianças, medimos muito o nosso semelhante. O tempo todo! Medimos pela cor da pele, medimos pela sexualidade, medimos pela classe social, medimos por termos o marido mais bem sucedido da roda de amigas ou a esposa mais gostosa do clube.

A minha grande tese de Cientista, Futurista e Lunático que sou, diz que quanto mais inteligente ficamos e conhecimentos adquirimos, mais a gente se torna automático, e isso faz com que cada vez menos cedemos brechas para o inesperado.

Temos que entender que a vida é um ineditismos encontro constante com o mundo, que nem o das duas garotinhas, portanto, a ela não cabe padrão, regras ou modelos a se seguir. Então, desnude-se dos seus pré-conceitos e venha que será um barato!

Aqui da lua, que é onde eu vivo, vou ajustar meus botões para reprogramar aqueles que vivem em um eterno "Microcosmo Automático". Em 10, 9, 8, 7...

---

Texto em memoria às 242 vítimas do incêndio em Santa Maria, que exatamente nessa semana faz 2 anos. Não sei direito aonde, mas acredito que há um plano fora este aqui da Terra no qual todas as pessoas boas irão se reencontrar um dia. Até lá, seus 242 guris e gurias.



                                                                                                                  ( Cleydson Ramones)





PS: Se você leu até aqui, é pq gostou. Então, para ajudar o BLOG, aperte o botão G+1 do Google. E curta a página no Face para receber os próximos textos em primeira mão




Postagens mais visitadas deste blog

EM UM JURUNAS-MARAMBAIA

Vermelho, o sinal fechou!


Nossos veículos se emparelharam...
Eu no ônibus, voltando do trabalho e ela em um Palio azul, provavelmente voltando da escola, pois vestia um tipo de uniforme. Eu com meu fone de ouvido e ela com uma boneca no colo. Eu em pé, olhado a janela e ela sentada, olhando a janela. A mesma janela.

Verde! O sinal abriu! 


Meu ônibus andou três metros...

Chovia forte, engarrafamento enorme, ônibus lotado e um vendedor de guarda-chuva aos berros. Barulho da água caindo, barulho das buzinas, barulho das pessoas reclamando e um grito de "um é 20, dois por 30".


Vermelho de novo!


Novamente meu ônibus ficou lado à lado com aquele carro. Esta coincidência, naturalmente, trouxe dois sorrisos - um meu e um dela, a menina do Palio azul.

Ela apontou para os seus dois ouvidos, meio que perguntando sobre o meu fone que lhe chamou atenção. Sorri, fiz uma careta e apontei para sua boneca. Ela sorriu de volta, devolveu a careta, e assim foram todas as vezes que os nossos veículos se…

A INVEJA DO P...?

Seja na rua, no trabalho ou numa festa, uma das missões mais importantes e desafiadoras para os homens, que há muito tempo deixaram de ser das cavernas, é poder dar aquela coçadinha na região das partes íntimas sem que nenhuma mulher perceba.
Na verdade, a grande maioria das vezes não é uma coçada, mas simplesmente uma melhor acomodada no "meninão".

Essa arte milenar de se aliviar discretamentefoi estudada de maneira profunda por inúmeros especialistas, durante vários séculos, até chegarmos à fórmula mágica nos dias de hoje - bolso da calça. Basta fingir que vai pegar alguma moeda, bombom ou simplesmente guardar o celular, que está tudo resolvido. 

As mulheres reclamam! Dizem ser feio, mas jamais irão compreender, até por não terem um, que não é uma tarefa simples deixar o pênis confortável de maneira perfeita nas vestimentas. 

Dentro da calça aperta, do short desliza e da cueca esquenta.

Uma hora, a temperatura do membro aumenta de maneira descontrolada, seja pelo calor ambiente…

8 DE MARÇO

Ah, se as mulheres...

Soubessem como é bom encontrá-las despenteadas, como ficam provocantes andando descalças pela casa e que não precisam fingir dor de cabeça.

Soubessem que o mais simples vestido em seu corpo se torna deslumbrante, que muita maquiagem esconde a essência e que versões editadas são chatas.

As, se as mulheres...

Soubessem como é hipnotizante vê-las lambendo os dedos após comer algo, como é gostoso apertar aquela carninha sobrando em seu cintura e que o natural também nos comove. 

Soubessem que apenas um sorriso seu é mais valioso que mil DR's de mil horas, como ficam atraentes quando usam um de nossos blusões e que as vezes menos é mais.

Ah, se as mulheres...

Soubessem como são sensuais ao ficarem na pontinha do pé para pegar a lata de ervilha em cima do armário. Soubessem como o perfume que exala diretamente de seus poros nos embriaga. Soubessem que elas por si só já nos fascinam.

Ah, se as mulheres soubessem. 



( Cleydson Ramones )