sábado, 16 de julho de 2016

Caio Blat & Ricardo Pereira: ENTRELINHAS



Por não acompanhar novelas, eu só fiquei sabendo da tão repercutida cena erótica de "Liberdade, Liberdade" no decorrer do dia seguinte, através dos muitos comentários nas redes sociais, rua e trabalho. 

Como ainda não tinha visto a cena, passei a tarde toda no serviço, até eu chegar em casa e poder assistir, tentando imaginar como poderia ter sido.

Aaaaah, que decepção!

Por todo o imenso murmurinho, pensei que tivesse ocorrido um coito pra valer - puxão de cabelo, chupões no pescoço, mordidas no peitoral, aranhões nas costas, "olha nos meus olhos", "fala meu nome, vai", "eu vou acabar contigo, safada(o)". 

Com tanta pornografia por aí, e de facílimo acesso a todos através das dos celulares, sério que ainda tem gente que se espanta com algo que passa na TV depois das 23h?

É o tipo de assunto que ninguém irá mudar a opinião de ninguém, pior do que a discussão "Messi x Cristiano Ronaldo". Então, quero me ater aqui apenas à uma "coisinha" que quase não li e nem vi ninguém comentar...A ARTE!

Nas entrelinhas de todos os debates acalorados, ali bem escondidinho, ficou o incrível trabalho artístico de  Caio Blat e Ricardo Pereira, que deram uma aula ao transmitir a dose perfeita de emoção que o momento pedia - amor, medo, ternura, desejo. 

Os atores, que até onde sei não são homossexuais, despiram-se de qualquer tipo de preconceito e se vestiram da roupa mais limpa de suas profissões - a arte pura e na essência. O artista, quando está expressando uma obra, não tem sexo ou gênero, ele simplesmente é livre. 

Pra mim, o mais importante disso tudo foi ter visto dois atores se entregando a plenitude da arte de interpretar. 

Uma ode a atuação! 


Cleydson Ramones